Desenvolvidas em tempo recorde, cerca de dez meses, as vacinas contra o coronavírus representam a esperança de um retorno à tão esperada normalidade, após um logo período de isolamento social e tantas dificuldades.

Aqui no Brasil, a campanha nacional de vacinação começou no dia 18 de janeiro, mas ainda há muitas dúvidas sobre o plano de imunização. Por exemplo, quem faz parte do grupo prioritário? E quais vacinas estão sendo aplicadas no país?

Dúvidas frequentes sobra a vacinação contra COVID-19 no Brasil

Preparamos um guia com as respostas para essas e outras perguntas.

Quais vacinas estão sendo aplicadas no Brasil?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou inicialmente o uso da Coronavac, a vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, centro de pesquisa biológica de São Paulo, além da vacina da Universidade de Oxford, da Inglaterra, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituto de ciência e tecnologia localizado no Rio de Janeiro e vinculado ao Ministério da Saúde.

Quais as diferenças entre a Coronavac e a vacina da Universidade de Oxford?

A Coronavac (Sinovac) tem em sua fórmula o coronavírus inativado, ou seja, contém fragmentos inativos desse vírus, por isso não há riscos de desencadear uma infecção. Com a aplicação das duas doses previstas, é esperado que o sistema imunológico de cada paciente comece a produzir anticorpos contra o vírus causador da Covid-19.

Já a vacina de Oxford (AstraZeneca) utiliza a técnica do vetor viral não replicante, que consiste em usar um outro vírus já conhecido para introduzir genes do coronavírus nas células. Nesse caso, o laboratório utilizou um adenovírus que infecta chimpanzés. O vírus foi alterado geneticamente para não se multiplicar e partes do coronavírus foram adicionadas a ele, para induzir o corpo humano a produzir anticorpos ao ter contato com esse vetor.

Essa mesma tecnologia é usada, também, nas vacinas Sputnik V e da Janssen/Johnson & Johnson, que até o momento não estão disponíveis no Brasil.

Quanto tempo após tomar a vacina a pessoa pode se considerar imunizada?

A imunidade depende de cada vacina. Um imunizante geralmente demora de duas a três semanas para fazer efeito. As duas vacinas (Coronavac e Oxford/AstraZeneca) disponíveis no Brasil precisam de duas doses para atingir a eficácia. No caso da Coronavac, as vacinas devem ser aplicadas com intervalo de 28 dias. Já a vacina de Oxford pode ter espaço de 21 dias a 3 meses entre as aplicações.

É preciso pagar pela vacina?

Não. Nesta primeira etapa do programa de imunização, a vacina será aplicada apenas pelo Sistema Único de Saúde, de forma gratuita a toda população.

Quem já pode se vacinar?

Nesta fase, apenas os grupos considerados prioritários serão vacinados, uma vez que o país ainda não dispõe de imunizantes para toda a população.

Quem faz parte dos grupos prioritários?

O critério para definir os grupos prioritários leva em conta o grau de exposição à infecção e os riscos para agravamento e óbito pela doença. De acordo com comunicado publicado no final de janeiro deste ano pelo Ministério da Saúde, têm prioridade de vacinação, em ordem de prioridade:

  • Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas;
  • Pessoas com deficiência institucionalizadas;
  • Povos indígenas vivendo em terras indígenas;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Pessoas de 80 anos ou mais;
  • Pessoas de 75 a 79 anos;
  • Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas;
  • Povos e comunidades tradicionais quilombolas;
  • Pessoas de 70 a 74 anos;
  • Pessoas de 65 a 69 anos;
  • Pessoas de 60 a 64 anos;
  • Comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente grave;
  • Pessoas em situação de rua;
  • População privada de liberdade;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • Trabalhadores da educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA);
  • Trabalhadores da educação do Ensino Superior;
  • Forças de segurança e salvamento;
  • Forças Armadas;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
  • Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário;
  • Trabalhadores de transporte aéreo;
  • Trabalhadores de transporte aquaviário;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores portuários;
  • Trabalhadores industriais. 

Aos poucos o Ministério da Saúde e os governos estaduais e municipais estão divulgando os cronogramas de vacinação. Acompanhe as notícias da sua cidade, logo chegará a sua vez.

Fontes consultadas:

O Estado de São Paulo

Ministério da Saúde

Instituto Butantan

Fiocruz

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